Ele foi um filósofo, também doutor e um poeta da bola, ele era um gladiador elegante de muitos coliseus, um gênio e cientista da inteligência, ele reinventou a democracia em uma nação em que era proibido se falar em democracia. Ele que nasceu com o nome de um filósofo grego, tem em seu nome “brasileiro”, um brasileiro e corinthiano de coração, um mito com seu calcanhar, que infelizmente a sua fraqueza foi o fígado. E Como o destino dos mitos é no Olimpo, hoje ele reside no monte Olimpo, de nossos corações e eternamente em nossos corações.
O Doutor tinha uma arma secreta, o seu calcanhar.
Nunca vi um calcanhar tão importante desde o calcanhar de Aquiles, um calcanhar desconcertante, no mágico momento que só o drible pode proporcionar, um calcanhar que era a sua arma nos campos de batalha do esporte bretão, tantas foram as emoções nos estádios, deixando todos ansiosos por um pequeno toque, aquele toque maroto, que só um artista e gênio poderia dar e surpreender, o esperado se tornava inesperado, o futebol era redimido por um calcanhar de ouro.
